domingo, 20 de fevereiro de 2011
CARNAVAL
Olhava a folhinha constantemente... Ela sabia que faltavam alguns dias para chegar o tão esperado dia de vestir sua fantasia... Sim, queria se fantasiar, queria travestir não só ela, mas toda a sua vida, queria poder colorir aquela mancha do seu coração com as mesmas cores que via em sua linda fantasia. A fantasia da moça era de Colombina... Triste Colombina abandonada pelo seu Pierrô... Nunca a fantasia foi tão real! A dor daquela fantasia também era dela. Porém, a Colombina sempre encontrava o Pierrô, sempre... Essa era a magia do carnaval, ela sabia como tudo acabaria, mas desta vez a cor da sua vida estava estranha, o seu par não estava por lá... Mas sim, o dia estava chegando, dia da magia, dia do lúdico pintar os dias da real Colombina.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O som que ecoa da caixa acústica que faz parte de mim é hoje um grande descompasso... Tô no contratempo da batida, um pouco no breque, atrasada no ritmo da percussão, porém sonhando com a harmonia que um dia sei que invadirá essa caixa que de quadrada nada tem... não tem linha definida, nem forma regular, é toda desregular, porque é ela a responsável por todas essas batidas imperfeitas que insistem em me acompanhar... Como fugir deste descompasso? Como acertar o ritmo? Não sei! Mas sei que a batida hoje e desconhecida...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Azul, laranja e uma mistura de cores, prenunciavam o novo dia que, surgia no horizonte daquela janela localizada exatamente no sétimo andar, da avenida central da capital. A capital naquele instante tornara-se menor do que na noite anterior, ela se tornou pequena de repente, mínima, insignificante até, sim, a capital não era mais a senhora de seu destino... A capital era simplesmente o local de sua moradia.
Sempre achou que aquela cidade era a responsável pelo seu destino, que a cidade tinha a imensidão necessária às suas buscas. Enganou-se! Na noite anterior deparou-se com uma situação muito diferente das habituais. Parte de suas buscas mostraram-se em outros olhos, olhos conhecidos, corriqueiros, mas que naquele instante tornaram-se novos, misteriosos e sedutores... Realmente aquilo estava acaontecendo? Estava?
Onde se encontrava aquela certeza que era a cidade a responsável por tudo, acreditava piamente que seria feliz lá na capital, porque lá tudo era mais "generoso", os salários melhores, mais oferta para locar um canto, mais gente, mais possibilidade... mais, mais, mais, mas se esqueceu que muitas vezes é o menos, o simples, que traz o ideal para uma vida.
O azul já havia tomado conta de sua janela e o astro amarelo iluminava o prédio antigo da estação... Era momento de andar por aquela cidade, que naquele instante era cidadezinha, precisava sair daquele canto locado e encarar aqueles olhos da noite anterior. Será? Será que não foi um impulso - fruto de uma embriaguez - que reformulou aqueles sentimentos todos? Ainda estava tomada por aquela avalanche de emoções. O que aconteceria então? Não sabia, não entendia, mas gostava, curtia, saboreava aqueles sentimentos novos e tão conhecidos daquele velho coração... Percebeu que seu coração não estava 'morto"... Ele vivia e estava disposto a suportar qualquer emoção...
Fechou a porta e abriu a janela... Venha o que vier!
Sempre achou que aquela cidade era a responsável pelo seu destino, que a cidade tinha a imensidão necessária às suas buscas. Enganou-se! Na noite anterior deparou-se com uma situação muito diferente das habituais. Parte de suas buscas mostraram-se em outros olhos, olhos conhecidos, corriqueiros, mas que naquele instante tornaram-se novos, misteriosos e sedutores... Realmente aquilo estava acaontecendo? Estava?
Onde se encontrava aquela certeza que era a cidade a responsável por tudo, acreditava piamente que seria feliz lá na capital, porque lá tudo era mais "generoso", os salários melhores, mais oferta para locar um canto, mais gente, mais possibilidade... mais, mais, mais, mas se esqueceu que muitas vezes é o menos, o simples, que traz o ideal para uma vida.
O azul já havia tomado conta de sua janela e o astro amarelo iluminava o prédio antigo da estação... Era momento de andar por aquela cidade, que naquele instante era cidadezinha, precisava sair daquele canto locado e encarar aqueles olhos da noite anterior. Será? Será que não foi um impulso - fruto de uma embriaguez - que reformulou aqueles sentimentos todos? Ainda estava tomada por aquela avalanche de emoções. O que aconteceria então? Não sabia, não entendia, mas gostava, curtia, saboreava aqueles sentimentos novos e tão conhecidos daquele velho coração... Percebeu que seu coração não estava 'morto"... Ele vivia e estava disposto a suportar qualquer emoção...
Fechou a porta e abriu a janela... Venha o que vier!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Balaio de emoções
Desde pequena ouço os mais velhos dizerem que a coisa está um "balaio de gato"... Gosto bastante de pensar e entender os motivos que levam as pessoas usarem essas expressões... Hoje me vi assim como essa frase dita muitas vezes pela minha vó, mãe ou tia, não sei... Um balaio de gato! Mas eu trocaria o gato por emoções... é assim que eu ando... é assim que eu me sinto... é assim, exatamente assim, que o mundo se encaixa hoje dentro do meu peito e da minha cabeça... Tudo anda um balaio de emoções... Sendo extremamente brega e utlizando o maior dos clichês: são tantas emoções...
As emoções são necessárias à vida da gente, sempre lidei muito bem com elas... elas sempre fizeram parte da minha vida... No teatro principalmente! Mas no teatro, as emoções se renovam, se reciclam, são trocadas, são reformuladas, são recarregadas... E ultimamente esta recarga não tem acontecido... Sei que preciso mudar muita coisa, mas juro que não tenho ideia por onde começar... Qual a trilha seguir, como aquietar esse turbilhão que invade meu coração? Será que ele aguenta? Será que eu aguento? Não sei se vale a pena pagar para ver! Sei lá...
As emoções são necessárias à vida da gente, sempre lidei muito bem com elas... elas sempre fizeram parte da minha vida... No teatro principalmente! Mas no teatro, as emoções se renovam, se reciclam, são trocadas, são reformuladas, são recarregadas... E ultimamente esta recarga não tem acontecido... Sei que preciso mudar muita coisa, mas juro que não tenho ideia por onde começar... Qual a trilha seguir, como aquietar esse turbilhão que invade meu coração? Será que ele aguenta? Será que eu aguento? Não sei se vale a pena pagar para ver! Sei lá...
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
"solidão amiga do peito"... assim era a canção que ecoava em sua casa, casa? não aquilo poderia ser tudo menos casa, aquilo era simplesmente o local onde dormia... quando dormia, não era por acaso que a solidão batia com força e intensamente em seu peito. aquela caixa insistia incontrolavelmente em despertar... "me avise quando for a hora", nova faixa... perdeu-se no tempo tentando entender o que eram aquelas codificações presentes na sua caixa, por que ela tinha que ser tocada, invadida assim?... ele não sabe, ele não entende, ele desconhece, ele não é o único...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Sem que me perguntassem eu fiquei, fiquei até não poder sair, até não ter mais fim, até não ter mais por onde encontrar a porta de saída, se é que existe uma saída simples para esses assuntos... Os olhos se tornam o refúgio da alma, o cheiro o afago da saudade e o sorriso a esperança do futuro. Desenhos bordados em nuvens passageiras, ficaram lindos, mas se desmancharam e estão sendo bordados novamente... Bordem, bordem bordem... Assim ela sempre disse aos seus alunos, assim estava aquele momento de sua vida: uma grande colcha de retalhos!
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